Blog do Valmir - Laguna


Rápidas e rasteiras

 

Nordestão

Pois o fim de semana está sendo de um nordestão daqueles, tão conhecido nosso.

O vento e a areia tiraram as pessoas das ruas.

O balneário Mar Grosso é um deserto só e os redemoinhos de areia cruzam ruas e avenidas a todo instante.

 

O quadro político vai mudar?

Um amigo que conhece bem os bastidores políticos da Laguna me telefona e diz que o quadro político em nossa cidade vai mudar. Em até quinze dias.

 

Sabe-se desde sempre, que em política nem tudo é o que parece ser e que muitos candidatos jogam para a platéia.

Aguardemos, pois.

 

Malandragem

Sabe àquela música do Chico que fala “agora já não é normal, o que dá de malandro regular, profissional; malandro com aparato de malandro oficial, malandro candidato a malandro federal...”

 

Não são poucos os casos de malandros que só estão a fim de arranjar uma boquinha através da política.

Malandros de uma vida toda, filhos malandros, alunos malandros, que nunca estudaram, nem trabalharam e que agora apresentam planos e mais planos e se acham e se dizem.

Quem não os conhece, compra e vota.

Mas quem os conhece desde a infância...

 

Rio ou choro?

Quando vejo placa de alguns candidatos na Laguna, já disse aqui, não sei se rio ou se choro.

Primeiramente nem acredito. Fico estupefato. Mas esse também é? Aquele também?

Falta semancol. Muito semancol.



Escrito por valmir guedes júnior às 18h41
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Da série pôr-do-Sol na Lagoa Santo Antônio dos Anjos

Geraldo Luiz da Cunha, o GÊ, enviando para nossos leitores mais um registro, um cartão-postal da nossa Laguna.

 



Escrito por valmir guedes júnior às 18h10
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“De pé” para fazer o mal

Pois, como diz o mocorongo da nossa região, têm gente que vai “de pé” a Florianópolis para fazer o mal.

E é a mais pura verdade. Esta semana mesmo foram vários que se dirigiram à Capital do Estado. Encontrei alguns e soube que as caravanas de políticos foi grande.

Pensam vocês que intenção da viagem foi de lutar pela cidade? Fazer o bem para alguém? Ajudar o próximo?

Enganam-se. Foram é pedir a cabeça de um; “dedar” um outro; fazer a “caveira” de um terceiro.

Aliás, a Laguna é conhecida lá fora, nos gabinetes - e falo de Florianópolis que conheço bem -, como uma cidade de gente que sempre vem pedir algo para si ou para sua família, nunca pela cidade e pelo seu povo. E isso já vem de tempos.

Em algumas pessoas está incrustado o velho conceito de que não adianta eu ser só feliz; o outro não pode sê-lo.

Sem falar que tem gente que parece que veio para esse mundo somente para fazer o mal. É o que fazem desde que acordam até a hora que vão dormir.

Passam o dia mentindo, enganando, trapaceando e f... o próximo. Depois, nos sábados e domingos, vão aos cultos pedir perdão e proteção.



Escrito por valmir guedes júnior às 19h30
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Se ela dança, eu danço...

Quem gosta de dançar, e se encontra na faixa de idade situada entre 30 e 50 anos está sem opção na Laguna.

Os trintões, quarentões e cinqüentões acabam ficando em casa ou indo para outras cidades em busca de alternativas.

As mais diversas promoções realizadas em nossa cidade, em clubes e boates são dirigidas especialmente, ou para o pessoal da divina/melhor idade, acima de 50, 60,70,80 anos; ou para os muito jovens, com menos de vinte anos, alguns ainda na puberdade.

Ou seja:  dançamos com nossos pais ou com os nossos filhos.

Convenhamos, o que vai fazer um cinqüentão num lugar desses? Um tiozinho/tiazinha perdidos em meio a franguinhos e franguinhas? Faltaria “semancol” para uma coisa dessas.

Um amigo meu até tentou dançar num baile jovem há alguma semanas, me contava outro dia. Mas foi embora, p. da cara, junto com sua mulher, quando lhe esbarraram e um gurizinho lhe disse:

- Vai pra casa, velho!

Os chamados bailes de casais são pouco realizados e quando o são, as bandas, os conjuntos são de gostos duvidosos. Creio que não há interesse de promotores e presidentes de clubes em investir nessa faixa.

Até porque o retorno na venda de bebidas é bem menor comparado ao pessoal mais novo, que detona todas.

Por isso são esperados ansiosamente os chamados jantares-dançantes. É o que se salva. Pelo menos o sujeito pode sair jantado.



Escrito por valmir guedes júnior às 12h32
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Rápidas

 

Tem político na Laguna delirando...

 

Movimento nas casas noturnas, bares e pizzarias, no último fim de semana foi fraquíssimo. Caiu mais de 30%, me garantiu um proprietário.

 

A causa será a chamada “Lei Seca”?

 

Na noite de sexta-feira Polícia Militar fez uma blitz na avenida João Pinho, em frente a APAE, no Mar Grosso. Bafômetro funcionou. Muitos carros eram parados.

 

Sei de muita gente que está preferindo ficar em casa, curtindo filmes, net, som e... dormindo.

 

Se bem que com esse Nordestão que está soprando...

 

Um amigo me garantiu que vai aumentar consideravelmente a quantidade de “gambás caseiros.

 

Se placa e cartaz dessem voto...

 

Houve candidato a vereador na Laguna, no passado, que nem “santinho” fez. E foi eleito.

 

Muitos candidatos rondando o interior da Laguna, pedindo votos. Não há jogo de futebol que não conte com uma meia-dúzia deles.

 

Horário eleitoral na tv e rádio começa nesta terça-feira.

 

Quem está engajado está. Mas a empolgação dos eleitores é quase nenhuma para essa eleição.

 

Aliás, em entrevista a DC deste domingo, o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto diz que o Brasil vem experimentando certo desalento com a classe política.



Escrito por valmir guedes júnior às 20h01
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“Pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz...”

Nesta manhã nublada de domingo, abro um tinto cabernet, e coloco um cd em homenagem a Dorival Caymmi, morto ontem aos 94 anos, no Rio de Janeiro.

E ouvindo “História de pescadores”, “Marina”, “O samba da minha terra”, “Dora”, “Saudade da Bahia”, “Lenda do Abaeté”, “Modinha pra Gabriela”, "Só louco"... vamos nos despedindo do cantor das canções praeiras.

Leio que há dois anos Caymmi não ia à Bahia. Em 2006 despediu-se, numa cerimônia no Teatro Castro Alves, depois de 11 anos sem visitar o Estado baiano por conta de desavenças com o ex-governador Antônio Carlos Magalhães.

Despediu-se em silêncio de Salvador “com o filho Danilo e seus netos - a maior parte do tempo em silêncio, contemplando através da janela do carro a Salvador moderna e as curvas ancestrais da São Salvador”, diz a reportagem.

O que falar mais? Só ouvir suas canções.

Cole Porter dizia que “morre-se um pouco cada vez que dizemos adeus”.

 

Mortos Jorge Amado, Zélia Gattai, Caymmi... o Brasil vai ficando sem suas maiores expressões na Literatura e Música. Mas suas artes são eternas.



Escrito por valmir guedes júnior às 10h57
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Política e políticos

 

Ex-prefeito desiste de candidatura

O fato político da semana na Laguna, foi a desistência da candidatura do ex-prefeito Adilcio Cadorin como vice na chapa com Júlio Willemann (PDT-DEM-). Comunicado à imprensa foi na quarta-feira.

Cadorin diz que desistiu a pedido do próprio candidato a prefeito e que desde o início não queria ser candidato e que só o foi a vice por pressão de correligionários.

Fala-se no nome de Gil Ungaretti Neto para substituí-lo.

 

Carros com som

São vários “carros com som” circulando pela cidade divulgando jingles de candidatos.

Um atrás do outro. Há até engarrafamentos. Todos os candidatos, como não poderiam deixar de ser, prometendo o paraíso.

 

Mudanças

Um amigo me confidenciou que vai haver mudanças no cenário político lagunense nos próximos dias.

Aguardemos, pois, os fatos.

 

Festas e mais festas

Sinceramente, se almoços, jantares e festas dessem voto...

 

A foto dá o fato

Tem gente na maior preocupação, com verdadeiro pavor de ser fotografado ao lado e/ou abraçando adversários políticos.

Com a proliferação das maquininhas digitais, conversar, cumprimentar e abraçar torna-se um verdadeiro perigo para alguns, que costumam acender velas para vários santos.



Escrito por valmir guedes júnior às 13h40
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O meu voto, não! Sai pra lá jaburu!

O cara vira candidato e torna-se um santo, já notaram?

Se diz bom marido, bom pai, bom filho, bom empregado.

Bom amante ele não se diz. Não é bobo.

Depois, se eleito, esquece de todo mundo.

Há alguns anos, em Florianópolis, conheci bem de perto um exemplo desses.

Sujeito – e omito o nome porque o que nos interessa é o fato em si –durante a campanha foi todo amigo.

Eram os tempos de jantares e almoços de adesão, onde rolava muita galinha ensopada, strognoff, risotos e tais.

 

O candidato a vereador, então bom sujeito, comparecia de mesa em mesa, todo sorrisos, simpático, conversador, falando de planos, de projetos para a cidade, de idéias...

Naquele negócio de um eleitor chama vinte, tão ao gosto dos marketeiros de plantão, a adesão a sua candidatura foi aumentando. Tomando vulto.

Os primeiros eleitores que tudo iniciaram, que deram o ponta-pé na candidatura, que somaram, que multiplicaram, tiveram seus nomes anotados em um livro, junto às datas de seus nascimentos, telefones, endereços.

- Contem comigo no que for preciso... dizia ele.

Para encurtar a conversa, veio o dia da eleição e o nosso personagem foi um dos mais votados.

 

E aí começaram as mudanças. Na própria comemoração da vitória muitos dos responsáveis por sua eleição sequer foram convidados para a festa.

E o sujeito a partir daí mudou, transfigurou-se, metamorfosiou-se, era  uma outra pessoa.

Mergulhou na política interna da Câmara, em acertos e negociações e esqueceu da sua base.

Quem lhe procurava não era recebido. Nem através do telefone ou e-mail conseguia-se contato. Era mais fácil falar com o governador.

Nos eventos oficiais, onde o homem comparecia, sempre estava cercado de dois ou três aspones e rapidamente chegava e deixava o local.

Seu círculo de amizades mudou. Convivia agora com inimigos políticos de outrora, com pessoas que somente estavam ao seu redor por interesses pessoais, cercou-se de muita gente ruim.

Nem uma visita, um telefonema, um cartão no Natal durante os quatro anos. Esqueceu-se completamente de seus velhos amigos.

A desilusão foi geral.

 

Mas o tempo passou, porque tudo passa.

E veio nova eleição. Poucos meses antes seus outrora cabos eleitorais receberam telefonemas, visitas e conversas conclamando-os a um novo embate eleitoral.

Mas era tarde e nem com muito dinheiro ele conseguiu arregimentar novamente o pessoal. Que não o perdoou e deu o troco.

Sujeito perdeu as eleições. E o choro foi grande.

Depois disso abandonou a política, desiludido, mas até hoje é incapaz de reconhecer que o erro foi seu, que traiu seus amigos, que foi um canalha. Prefere pôr a culpa em outros fatores.

 

Mas por que tudo isso, deve-se estar perguntando o meu estimado leitor.

Somente para dizer que esses e outros exemplos se repetem por todo esse Brasil e na nossa região não poderia ser diferente.

Há muita gente por aqui, hoje candidato, que até então não falava com ninguém, nem bom-dia dava nas ruas, era, em suma, um exibido, um antipático.

Outros há que eleitos brigaram e/ou esqueceram os amigos, sumiram do mapa, sazonais, e que agora reaparecem, inocentes, caras de pau, pedindo votos.

Pois sim! O meu voto não! Sai pra lá jaburu!



Escrito por valmir guedes júnior às 09h32
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Vento Sul

"Eu quero perder-me a fundo no teu segredo nevoento, ó velho e velado vento, velho vento vagabundo!", diz Cruz e Sousa, na última estrofe de Velho Vento.

 

Pois sempre que "bate" o vento Sul, como agora, lembro-me dos versos do poeta.

 

Geraldo Luiz da Cunha, o Gê, fotografou no velho cais do porto o velho vento açoitando a região. Veja a foto e fique com os versos do maior Poeta Simbolista.

 

 

 

Velho Vento

Cruz e Sousa

 

Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
Leva ao longe este lamento, Além do escárnio do mundo.

 

Tu que erras dos campanários
Nas grandes torres tristonhas E és o fantasma que sonhas Pelos bosques solitários.

Tu que vens lá de tão longe Com o teu bordão das jornadas Rezando pelas estradas Sombrias rezas de monge.

 

Tu que soltas pesadelos
Nos campos e nas florestas E fazes, por noites mestas, Arrepiar os cabelos.

 

Tu que contas velhas lendas
Nas harpas da tempestade, Viajas na Imensidade, Caminhas todas as sendas.

 

Tu que sabes mil segredos,
Mistérios negros, atrozes E formas as dúbias vozes Dos soturnos arvoredos.

 

Que tornas o mar sanhudo,
Implacável, formidando,
As brutas trompas soprando
Sob um céu trevoso e mudo.

 

Que penetras velhas portas,
Atravessando por frinchas...
E sopras, zargunchas, guinchas
Nas ermas aldeias mortas.

 

Que ao luar, pelos engenhos, Nos miseráveis casebres Espalhas frios e febres
Com teus aspectos ferrenhos.

 

Que soluças nos zimbórios Os teus felinos queixumes, Uivando nos altos cumes
Dos montes verdes e flóreos.

 

Que te desprendes no espaço
Perdido no estranho rumo
Por entre visões de fumo,
Das estrelas no regaço.

 

Que de Réquiens e surdinas
E de hieróglifos secretos
Enches os lagos quietos
Revestidos de neblinas.

 

Que ruges, brames, trovejas
Ó velho vândalo amargo, No sonâmbulo letargo
De um mocho rondando igrejas.

 

Que falas também baixinho Lá da origem do mistério, Trazendo o augúrio sidéreo E certa voz de carinho...

 

Que nas ruas mais escusa, Por tardes de nuvens feias, Como um ébrio cambaleias Rosnando pragas confusas.

 

Que és o boêmio maldito, O renegado boêmio,
Em tudo o turvo irmão gêmeo
Do sonhador Infinito.

 

Que és como louco das praças Nos seus gritos delirantes Clamando a pulmões possantes Todo o Inferno das desgraças.

 

Que lembras dragões convulsos, Bufantes, aéreos, soltos, Noctambulando revoltos Mordendo as caudas e os pulsos.

 

Ó velho vento saudoso, Velho vento compassivo, Ó ser vulcânico e vivo, Taciturno e tormentoso!

 

Alma de ânsias e de brados, Consolador companheiro Sinistro deus forasteiro D'espaços ilimitados!

 

Tu que andas, além, perdido,
Tateando na esfera imensa
Como um cego de nascença
Nos desertos esquecido...

 

Que gozas toda a paragem,
Toda a região mais diversa, Levando sempre dispersa
A tua queixa selvagem.

 

Que no trágico abandono, No tédio das grandes horas Desoladamente choras,
Sem fadigas e sem sono.

 

Que lembras nos teus clamores,
Nas fúrias negras, dantescas, Torturas medievalescas
Dos ímpios inquisidores.

 

Que és sempre a ronda das casas, A gemente sentinela
Que tudo desgrenha e gela
Com o torvo rumor das asas.

 

Que pareces hordas e hordas
De hirsutos, intonsos bardos
Vibrando cânticos tardos
Por liras de cem mil cordas.

 

Ó vento languido e vago, Ó fantasista das brumas,
Sopro equóreo das espumas, Ó dá-me o teu grande afago!

 

Que a tua sombra me envolva
Que o teu vulto me console
E o meu Sentimento role
E nos astros se dissolva...

 

Que eu me liberte das ânsias De ansiedades me liberte, Pairando no espasmo inerte
Das mais longínquas distâncias.

 

Eu quero perder-me a fundo
No teu segredo nevoento, Ó velho e velado vento, Velho vento vagabundo!

 

Fonte: www.dominiopublico.gov.br



Escrito por valmir guedes júnior às 12h12
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Show da Wanderléa

Fã da Jovem Guarda, ontem fui ao jantar-dançante com a cantora Wanderléa no Clube Atlântico, em sua nova sede.

Como paguei pelos ingressos, não os recebi de nenhum político, nem usei credenciais de fotógrafo ou jornalista, posso escrever o que vi.

As instalações do novo prédio ainda não estão terminadas. Os banheiros, por exemplo, estão em péssima situação, precários mesmo. Não existe nem assentos nos bacios.

Sobe-se ao primeiro andar do Clube, onde fica o salão, por uma escada íngreme. E não existe forro. Mesas e cadeiras de plástico.

Mas, enfim, torço para que a diretoria com ajuda de sócios e simpatizantes, consiga angariar mais recursos para finalizar a tradicional Sociedade lagunense do bairro Magalhães.

A enorme construção na avenida Getúlio Vargas, quem não lembra, durante muitos anos ficou somente no esqueleto e só a muito custo e trabalho de alguns abnegados é que foram continuadas as obras.

O show

Muita gente reclamou da reserva de treze mesas chamadas de pista. Explicaram que, vendidas um pouco mais caras, ajudaram a viabilizar a vinda da cantora.

O buffet foi de Kátia Kfouri. Excelente como sempre.

A cantora deveria adentrar ao Clube cantando, mas o microfone pifou na última hora. Frustração para a cantora e platéia. Trocaram o microfone e mais uma vez sua voz não saiu.

Somente após alguns minutos de microfonia e ruídos outros, foi que se ouviu a voz da Wanderléa, já no palco, saudando o público presente.

Não sei se esse contratempo foi à principal causa, mas o show começou fraco, sem maiores empolgações. Do meio em diante é que esquentou, com o público participando e cantando junto os maiores sucessos da cantora, um dos símbolos da Jovem Guarda.

“Foi assim”, “Prova de fogo”, “Eu já nem sei”, “Na hora da raiva”, “Pare o casamento” foram algumas das canções apresentadas.

Com o problema do microfone, a cantora, receosa da repetição do problema, não percorreu o salão, mesa a mesa, como prometido pelos organizadores. Muita gente então se levantou e foi para frente do palco assisti-la mais de perto e/ou fotografá-la.

Ao final foi aplaudidíssima, com dezenas de fãs – e curiosos – se aglomerando a sua saída, para fotos e autógrafos.

Foi quando fiz esta foto.

 

Aos 62 anos, completados em 5 de junho deste ano, a cantora continua empolgando marmanjões, ela que foi conhecida como a Ternurinha da Jovem Guarda, ao lado de Erasmo e Roberto Carlos, em fins da década de 60 e começo da de 70.

Enfim, tirando os pequenos senões que podem ser corrigidos futuramente, em outras atrações, valeu o show e a possibilidade de conhecer de perto a cantora.

 

OBS: Estavam presentes nos salões do Clube os três postulantes à prefeitura da Laguna. Muitos candidatos a vereador também lá compareceram;

 

À vezes não entendo o que muita gente vai fazer num lugar desses se intenção não é assistir e curtir o show. Ficam pra lá e pra cá, querendo aparecer mais que a atração;

 

Mais uma vez fica bem claro que precisamos urgentemente de um Centro de Eventos, um local adequado para receber um público maior, com melhores comodidades, acústica, etc...

 

Sei de alguns – e algumas – que na véspera do show disseram que só iriam para acompanhar os maridos e/ou suas mulheres. Que não eram fãs da cantora, etc. e tal. Pura bobagem. Quais macacas de auditório estavam na primeira fila e fazendo questão de serem fotografadas ao lado da cantora. Como se diz: quem desdenha quer comprar.

Depois, tudo vai para compor os álbuns dos Orkuts da vida, não tenham dúvidas.



Escrito por valmir guedes júnior às 15h04
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Campanha fria

A campanha eleitoral continua fria, está empolgando muito pouco.

Alguns coordenadores dizem que as causas são as inúmeras regras das eleições. Não pode isso, não pode aquilo. O quadro engessou.

Propaganda eleitoral na TV e no rádio, no caso de nossa cidade, começa no próximo dia 19. Mas alguém ainda acha que ela vai esquentar a campanha?

Essa situação não está acontecendo somente por aqui. Lendo o noticiário, contata-se que é quase regra em diversos outros municípios.

Em Florianópolis, por exemplo, parece que nem vai haver eleições.

Querem saber o porquê desse clima? Porque o eleitor está cansado, sem esperanças, de saco cheio mesmo.

Escândalos e mais escândalos e quase ninguém é punido.

Promessas não cumpridas, nomes que não empolgam; coligações das mais esdrúxulas; interesses individuais acima de tudo.

Quem é esquerda? Quem é direita hoje em dia? Alguém poderia responder? Isso não existe mais. Bobo é quem briga por essa gente.

Dia desses me entregaram um plano de governo de certo candidato. Nem me dei ao trabalho de ler. Foi pro lixo.

Certo está a Justiça Eleitoral em suas peças publicitárias quando diz que quatro anos é muito tempo.

E é mesmo, por isso deve-se pensar muito bem antes de votar.

E analisar o passado do sujeito. O que ele fez, como agiu, como foram seus atos, como se comportou na sociedade, quem são seus amigos, sua carreira profissional.

Aí sim teclar o número na maquininha no dia cinco de outubro. Pode-se errar, e erra-se muitas vezes, mas pelo menos a escolha foi fruto de uma análise, de uma escolha pensada.



Escrito por valmir guedes júnior às 12h56
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Poluição sonora

Se antes já era um abuso, agora piorou de vez. Carros e mais com som percorrem as ruas da cidade. São peças publicitárias, algumas de péssimo gosto.

E extrapolam com certeza os decibéis permitidos além de começar a ser veiculadas bem cedo.

Tenho observado que muitos desses carros com som percorrem sempre o mesmo trajeto, às vezes até o mesmo quarteirão várias vezes.

Não existe regulamentação? Onde está a Lei de Posturas?

Um verdadeiro abuso.

E tenho minhas dúvidas se a propaganda eleitoral de candidatos dá o retorno desejado. Penso que só serve para irritar o ouvinte-eleitor.



Escrito por valmir guedes júnior às 12h36
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Olhos nos observam

Pois a Laguna tem disso. Você vem caminhando, pensativo, lembrando-se de histórias, mas preocupado em pagar as contas, conferir o extrato do banco, sacar algum para as despesas do dia-a-dia, e de repente sente olhos te observando.

Olha para os lados, para trás e frente, encolhe-se ainda mais do vento sul que sopra frio no dia de hoje, mas não vê ninguém.

Aí, por fim olha para cima e nota uns olhos escuros, por trás de centenárias janelas te observando. Olhos de meninas super-poderosas.

Coisas da nossa Laguna...



Escrito por valmir guedes júnior às 12h40
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Li, gostei e dou de graça para vocês:

 

De Luiz Carlos Prates, em sua coluna de hoje no D.C.:

“Mentiras

Fico fulo com certas mentiras. Quando alguém é perguntado sobre seus arrependimentos na vida e o sujeito diz que não tem do que se arrepender. Baita mentiroso. Não quer é admitir. Há os que dizem que só se arrependem do que não fizeram, são outros mentirosos. Do que me arrependo? De muito do que fiz. Fiz muita burrada”.



Escrito por valmir guedes júnior às 12h25
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“Se merecem”

A gente critica muito alguns políticos, mas esquece que tem eleitor que bem os merece.

Pois hoje li um texto do professor César Valente, em seu blog, que fala sobre isso. Em seu trecho final diz:

 

“(...) Mas também tem eleitor que deveria ser proibido de votar: aqueles que vivem puxando o saco dos ladrões, porque são os mais ricos, os “poderosos”. Imaginam, os otários, que ali adiante conseguirão um empreguinho ou outro favorzinho qualquer. Pobres coitados”.

 

 



Escrito por valmir guedes júnior às 12h17
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